Nota de Repúdio encaminhada ao Senge/MG por um engenheiro sobre a Cemig

Contra as Práticas Antissindicais durante a Assembleia dos Engenheiros em 27/03/24

Introdução:
A necessidade de emitir esta nota de repúdio surge da urgência em discutir eventos preocupantes ocorridos durante a assembleia sindical dos engenheiros, em 27 de março de 2024. Esta discussão transcende questões de princípio, representando um chamado à ação contra práticas antissindicais que comprometem a essência da democracia laboral e a integridade do processo de negociação coletiva.

Descrição detalhada dos eventos:
Em meio à assembleia para debater o acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), observou-se um cenário onde representantes da liderança empresarial falharam em honrar o processo democrático. Além disso, houve tentativas de tumultuar a sessão, utilizando posições de poder para proferir falas que visavam desencorajar a participação ativa e livre dos engenheiros, afetando o andamento da assembleia de maneira negativa.

Problemas e Contexto Histórico:
A ausência de um debate aberto sobre as metas de PLR e as tentativas de divisão entre categorias de trabalhadores refletem práticas já conhecidas. A empresa tem recorrido a estratégias que visam enfraquecer a unidade sindical e desviar o foco dos reais desafios enfrentados pelos trabalhadores. A proposta de PLR, ambígua e confusa, apenas continua essa tendência, facilitando a manipulação do processo decisório.

Apelo aos Leitores e à Empresa:
Fazemos um apelo tanto aos nossos membros quanto a todos os trabalhadores e à própria empresa, para que desenvolvam uma consciência de classe que ultrapasse divisões superficiais. É fundamental que a empresa reconheça os prejuízos causados por suas ações e se empenhe em corrigir seu caminho, adotando práticas que respeitem os direitos sindicais e fomentem um diálogo autêntico.

Conclusão e Chamado à Ação Claro:
Conclamamos cada membro de nossa comunidade a permanecer vigilante, participar de reuniões de acompanhamento e apoiar petições que buscam uma negociação justa e transparente. Esta luta não é apenas sindical; é uma batalha pela integridade de nosso trabalho e justiça social. Frases como “A diretoria do sindicato está tomando decisões sem nosso consentimento,” “O sindicato não me representa, vou pedir desfiliação,” e “Não me absterei de votar, mesmo que o acordo não me abranja,” destacaram um profundo desconforto. Essas manifestações refletem uma realidade de divisão e desunião. No entanto, é na união que encontramos nossa força mais significativa. Juntos, temos o poder de moldar um futuro onde justiça e equidade não sejam meros ideais, mas sim realidades experienciadas por todos os trabalhadores. Que esta nota atue não apenas como um repúdio, mas como um sinal de esperança e solidariedade. Unidos, somos imparáveis. Unidos, promoveremos a mudança.

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