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CLT atrai mais que modelos PJ e autônomo, conclui pesquisa

Pesquisa da CNI/Nexus mostra que segurança da CLT prevalece entre a população.

A Confederação Nacional da Indústria encomendou ao Instituto Nexus pesquisa (ver a integra aqui) sobre mercado de mercado na visão da população, traçando um panorama das relações de trabalho e das aspirações profissionais dos brasileiros. Foram ouvidos presencialmente 2008 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação, entre 10 e 15 de outubro de 2025. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A amostra é controlada a partir de quotas de sexo, idade, região e escolaridade.


A pesquisa, divulgada pela CNI nesta sexta-feira, 10/4 foi repercutida pela mídia, dentre ela, a Agência Brasil, que destacou o fato de que “apesar do barulho das redes sociais, o emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga.


“Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, diz Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, para o Portal.

Conforme mostra o levantamento, quando decidem procurar emprego, os brasileiros demonstram preferência pelo emprego com carteira assinada. As vagas formais lideram o ranking de atratividade: 36,3% dos que buscaram trabalho no mês anterior à pesquisa apontaram esse tipo de oportunidade como a mais atrativa.

Importante destacar também, segundo o levantamento, a frustração: 20% dos entrevistados afirmaram que não encontraram oportunidades atrativas, indicando uma dificuldade em achar vagas alinhadas às suas expectativas. Observando os dados por faixa etária, nota-se que empregos com carteira assinada tendem a atrair principalmente jovens no início ou em fase de consolidação da carreira profissional.


No momento da pesquisa, em outubro de 2025, 58,1% dos brasileiros com 16 anos ou mais desempenhavam algum tipo de trabalho remunerado, sendo: 59,8% empregados; 3,8% empregadores; 35,1% trabalhadores autônomos; e 1,3% estagiários ou aprendizes.

Entre as pessoas respondentes que trabalhavam, observa-se que a proporção de pessoas com elevado tempo de permanência no trabalho é expressiva: 65,4% responderam que estavam no mesmo trabalho há mais de 2 anos, sendo 43,7% há mais de 5 anos. Esse fato pode ser explicado pelo aquecimento prolongado do mercado de trabalho, que levou a taxa de desocupação a registrar mínimas históricas em 2025 – no trimestre encerrado em dezembro de 2025, a taxa de desocupação foi de 5,1%. Nesse cenário, o rendimento do trabalho cresceu fortemente e incentivou empresas a adotar estratégias de retenção de funcionários e colaboradores externos.

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