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Sabotagem ou má gestão de manutenção nos governos Zema. Qual a verdadeira causa dos rompimentos de adutoras da Copasa?

Não era difícil de supor que o sucateamento da Copasa, por anos a fio, como ato preparatório para sua venda, traria graves consequências. São adutoras rompendo aqui e acolá deixando milhares com torneiras secas por vários dias é a realidade atual. Já em mãos privadas, a baixa manutenção ganhou outro nome: sabotagem. É sobre isso que o jornal O Tempo tratou no dia de ontem, 15/09.

“A sequência de rompimentos de adutoras registrados em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, entre agosto e setembro deste ano, pode ter sido provocada por sabotagem. A suspeita foi apresentada pela presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), nessa segunda-feira (14/9). A empresa também relatou danos ao sistema antiodor da Lagoa da Pampulha e informou que vai repassar ao órgão os dados já levantados para subsidiar uma possível investigação criminal.”

Para um bom entendedor, meia palavra basta. Começou cedo a caça às bruxas na ex-estatal. Até segunda ordem todos os seus trabalhadores são suspeitos de atos de sabotagem. As gestões deploráveis no governo Romeu Zema foram anjos de candura e competência. Melhor contar outra.

O Senge-MG, como entidade representativa de engenheiros e engenheiras, não vai ficar nessa nota. Está encaminhado ofício para a direção para ter a íntegra do teor da denúncia. Vai pedir, também, o levantamento das manutenções preventivas nos equipamentos colapsados dos últimos anos. E pedir para ser dada transparência ampla e irrestrita às apurações. Os trabalhadores não vão pagar o pato da incompetência alheia.

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