Liderança – um eufemismo da palavra chefe?
Desde que o mundo é mundo, ouvimos falar de liderança. Grandes nomes, a contar da antiguidade, são aclamados, tornam-se ícones e lendas em nossa história. Mas será que eram líderes ou chefes? E tem diferença? No meu modo de entender, sim. Sei que as palavras…
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- Sérgio Marchetti
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Desde que o mundo é mundo, ouvimos falar de liderança. Grandes nomes, a contar da antiguidade, são aclamados, tornam-se ícones e lendas em nossa história. Mas será que eram líderes ou chefes?
E tem diferença? No meu modo de entender, sim.
Sei que as palavras vão mudando de sentido, a evolução linguística criando novos significados e, assim, geram um novo efeito semântico. Porém, mais do que palavras, cujo sentidos não podem ser desconsiderados, a grande diferença está nas atitudes.
Para entender, vejamos a origem. Liderança, palavra da língua inglesa ( leader ) que, por sua vez, descende do inglês arcaico laedan (guiar ou chefiar) e da raiz germânica laithjan ou laidjan (ir adiante ou conduzir).
A palavra chefe vem do francês antigo chef, que significa “cabeça”, e tem origem no latim caput (cabeça).
Ao observarmos a origem das palavras, creio, já temos claras distinções que explicam, teoricamente, as condutas do líder e do chefe. A grande diferença pode ser corroborada quando observamos que o chefe tem poder, independentemente da maneira como chegou lá.
Muitas vezes, nem se exige dele tanto conhecimento. O líder, por sua vez, tem autoridade adquirida pelo conhecimento, o que, consequentemente, gera confiança e respeito em vez de medo.
Outro fator preponderante implica saber que mudanças são iminentes e nos obrigam a adaptar às novas formas de vida. Não posso afirmar que o chefe tenha síndrome de inadaptabilidade, mas talvez possa acreditar que os líderes buscam se adequar ao contexto com menor resistência, e são adeptos a conjugar o verbo inovar. Para explicar liderança, recorro ao exemplo da orquestra. Ela reúne os elementos essenciais a um trabalho de equipe, no qual cada componente conhece o seu papel, executa sua atividade em sintonia e harmonia com o grupo e busca atingir o objetivo coletivo. O maestro, por sua vez, conhece o processo e sabe exatamente o que cada componente tem que entregar. Outra coisa: ele tem, naquele grupo, um substituto preparado para assumir diante de uma eventualidade.
Bem, prezados leitores, meu desafio é justamente fazer com que os dirigentes acreditem nessas e em outras diferenças. Por isso, há mais de vinte anos, venho trabalhando com o curso de formação de líderes. Nele, as adequações são sistemáticas.
No dia 28 de setembro, daremos início a mais uma edição do Programa Executivo de Desenvolvimento de Lideranças de Alta Performance. É um curso que pode ser customizado para empresas de todos os segmentos e cujo conteúdo possibilita o crescimento de quaisquer pessoas que queiram angariar conhecimento, competência e segurança profissional. Mas devo ressaltar que para futuros e atuais coordenadores, gerentes e dirigentes o programa é essencial.
É essencial por quê? “Porque liderança é a capacidade de transformar visão em realidade” (Warren Bennis).
*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br
As opiniões aqui expressas são de total responsabilidade do autor, não correspondendo necessariamente, às do Senge-MG.
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