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Abertura do 14º CONSENGE é marcada por discursos em defesa da Soberania Nacional

Nesta quarta-feira (26), foi realizada a solenidade de abertura do 14º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (CONSENGE), que tem como tema “A Engenharia e a Defesa da Soberania Nacional”. O evento reúne profissionais e representantes do movimento sindical para discutir os desafios da engenharia e sua relação com o desenvolvimento e a soberania do país.

A cerimônia teve início com a leitura da carta “Por um CONSENGE sem Racismo, Machismo e LGBTfobia”, feita pela jornalista Camila Martins. No documento, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade pautada pela justiça social, pela igualdade e pelo respeito à diversidade.

Em seguida, foi composta a mesa de abertura, que contou com a participação de representantes do movimento sindical, da engenharia, de entidades profissionais e de instituições ligadas ao desenvolvimento nacional.

O presidente da Fisenge, engenheiro eletricista e historiador Roberto Freire, destacou as principais campanhas atualmente conduzidas pela Federação, entre elas as mobilizações pelo fim da escala 6×1, a campanha “Engenheiro SIM, Analista NÃO” e a defesa da democracia.

Ao abordar a importância da organização e da luta coletiva, Freire relembrou sua participação na mesa de abertura da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), em São Bernardo do Campo (SP).

“Eu sou um contador de histórias, então vou contar uma história para vocês, a luta coletiva vale a pena, pois ainda hoje eu me lembrei que eu estava na mesa de abertura da fundação da CUT”, relembrou Freire.

Mulheres nos espaços de decisão

A diretora da Mulher da Fisenge, engenheira química e vice-presidenta global do Setor de Profissionais e Gerentes (P&M) da UNI Global Union, Simone Baía, ressaltou a importância da presença de mulheres em espaços de decisão e poder. Ao relacionar a discussão sobre soberania nacional à participação feminina, Baía destacou que o tema envolve questões concretas como território, trabalho e perspectivas para o futuro.

“Estamos aqui para discutir engenharia e soberania nacional e em um país como o nosso, este debate nunca é abstrato. Esse é um debate sobre território, trabalho, presente e futuro. Eu penso sobre isso a partir do meu lugar de fala, uma mulher indigena, uma mãe e uma engenheira; portanto, eu falo a partir dos lugares que eu ocupo. E quem eu sou e estes lugares que eu ocupo, me ensinaram uma coisa: a soberania de um país é feita principalmente por pessoas e neste espaço precisamos de cada vez mais mulheres, já que somos mais da metade da população”, ressaltou Baía.

Também participaram da mesa de abertura a diretora regional de P&M da UNI Global Union, Briceida González; o assessor especial da presidência da FINEP, engenheiro Jorge Bittar; o presidente da EngD – Engenharia pela Democracia, Paulo Massoka; o diretor financeiro da Mútua, Welhiton Adriano de Castro Silva; o presidente da CUT Estadual de Minas Gerais, Jairo Nogueira; o diretor de Comunicação e Relações Institucionais do Crea-MG, engenheiro eletricista Luiz Carlos Sperandio Nogueira; e o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Minas Gerais, entidade que sedia o CONSENGE, Murilo Valadares.

Engenharia e soberania nacional

Após a mesa de abertura, a programação seguiu com a palestra magna “Engenharia e Soberania Nacional”, ministrada pelo engenheiro e assessor especial da presidência da FINEP, Jorge Bittar.

O 14º CONSENGE acontece de 26 a 29 de agosto, na sede do Crea-MG, em Belo Horizonte. Parte da programação também será transmitida pelo canal da Fisenge no YouTube, @CanalFisenge.

Acompanhe a cobertura do congresso também pelo Instagram da Fisenge, @fisengefederacao.

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