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Curtas e curtinhas

Concentração da renda no Brasil

Por Luis Borges*

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, ano base 2025, feito pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades mostrou que houve avanços em 71% dos 38 indicadores analisados. Entre eles estão o mercado de trabalho, a renda, o desenvolvimento humano, a segurança alimentar, a educação e a área ambiental. O que não melhora é o histórico problema da concentração da renda. Os dados mostram que a parcela de 1% dos mais ricos (2,1 milhões) tem renda 31,5 vezes superior à dos 50% mais pobres (106,4 milhões). Quem se incomoda com a persistência dessa imensa desigualdade social?

Imagem ilustrativa / Firentis por Pixabay

Novo risco ocupacional

A Electrolux, fabricante de uma ampla linha de eletrodomésticos, eletroportáteis e equipamentos de climatização para uso residencial e com cerca de 7 mil empregados, incluiu os impactos das apostas online em seu programa de prevenção de riscos ocupacionais. A empresa orienta as lideranças sobre como perceber sinais de endividamento e de problemas de saúde mental dos empregados relacionados a apostas. A empresa implantou o programa “Viva Melhor”, oferecendo educação e consultoria financeira além de auxílio psicológico. Sintomas de ansiedade estão entre as principais demandas registradas no programa. Assessoria financeira foi o serviço mais procurado por 94% dos empregados que buscaram a consultoria.

Esta iniciativa ocorreu em meio ao crescimento do mercado de apostas no país. Estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda – Comsefaz, em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento – Cicef, apontou que as famílias brasileiras tiveram uma perda líquida de R$62,5 bilhões com bets em 2025.

No mesmo período, as plataformas movimentaram R$ 350,9 bilhões em transferências via Pix.

Faturamento das padarias

O Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação – Ideal informou que no período de janeiro a maio de 2026 o faturamento do setor de panificação e confeitaria no Brasil cresceu 3,24%. O ritmo foi mais moderado no mesmo período dos dois últimos anos, quando o setor cresceu 9,35% em 2025 e 8,80% em 2024. O avanço foi sustentado pela alta de 5,75% no tíquete médio nacional do consumidor, enquanto o fluxo de clientes nas padarias caiu 2,31% no período.

O pão francês mantém participação de 6,88% no faturamento total do setor. As vendas em valor sobiram 7,30%, impulsionadas por avanço de 3,10% em quilos vendidos e alta de 4,20% no preço médio, tendo chegado até R$ 21,73 por quilo.

A participação da produção própria no faturamento das padarias atinge 70,59% em 2026, maior patamar da série histórica: ante 67,91% em 2025 e 68,80% em 2024.

A participação da produção própria no faturamento das padarias atingiu 70,59% nesse período de 2026, maior patamar da série histórica: ante 67,91% em 2025 e 68,80% em 2024.

Com que frequência você compra pão francês numa padaria?


*Luis Borges é Engenheiro Mecânico formado pela UFMG, professor universitário de carreira encerrada, consultor especialista em Gestão Estratégica de Negócios, mentor e torcedor do América Futebol Clube. Vive no reino das palavras, da música, do teatro e do conhecimento, em plena era da incerteza e de permanentes mudanças e reposicionamentos estratégicos.

As opiniões aqui expressas são de total responsabilidade do autor, não correspondendo necessariamente, às do Senge-MG.

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