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Privatização da Copasa na reta final. Empresa delatada por propina é forte concorrente

O Brasil não é mesmo para amadores. O jornal Valor publicou nesta sexta-feira, 10/4, a matéria: Copasa corre para destravar privatização na próxima semana.

“Em meio a ruídos internos, o governo de Minas Gerais planeja lançar a privatização da Copasa na próxima semana, em uma tentativa de viabilizar o cronograma de fazer a precificação das ações no fim deste mês, no máximo início de maio, apurou o Valor. A percepção é que, se essa janela for perdida, a oferta dificilmente sairá do papel dada a maior proximidade com o período eleitoral, afirmaram fontes, que pediram anonimato”, escreveu o periódico.

No dia, 19 de fevereiro, o Senge-MG publicou o artigo: Processo de privatização da Copasa tem que ser suspensa. A afirmação, na visão do Sindicato, estava sustentada em fato irrefutável.


Tratava-se da delação, noticiada pelo Portal UOL, no dia 12/02, homologada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em fevereiro de 2025, do presidente do Conselho de Administração da Copasa, Hamilton Amadeo, eleito em abril de 2024 para o cargo. “Os dados revelados, considerados sigilosos pelo portal, levaram Hamilton Amadeo a renunciar ao posto, em comunicado da Copasa ao mercado, horas após a reportagem do UOL revelar que concessões de água e esgoto conquistadas pela empresa privada Aegea, companhia em que o executivo fora presidente antes, envolveram propina, segundo delações.”


Pois bem, na matéria de hoje, Valor afirma que a Aegea é “uma forte interessada em se tornar acionista de referência da Copasa, tem sido vista como principal candidata, dado que a Sabesp deverá ter mais dificuldade para aprovar no conselho uma proposta agressiva, avaliam pessoas a par do tema. Há, porém, dúvidas sobre a capacidade financeira da empresa para conseguir fazer uma oferta forte.”

Se os tempos fossem outros e os autores não estivessem em conluio com o chamado “mercado”, já tinham incendiado o estado e o país e, se fosse possível, pedido prisão perpétua para os responsáveis.

Fazemos questão de deixar registrado aqui, que a vista grossa para esse tipo de ação, caso a Aegea aumente sua participação na Copasa, ficará registrada nos anais da história de que o país da impunidade tem um lado. E não é a do trabalhador, da classe média e dos pobres. Uma vergonha sem tamanho.

Zema, o “limpo”, “puro”, “imaculado” e “sem mancha”, junto com seus aliados, haverá de pagar por isso. Seja na justiça, seja nas urnas.

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